Como funcionam os modelos de linguagem por baixo dos panos
• Imagine um papagaio muito esperto que já leu milhões de livros, artigos e conversas.
• Esse papagaio não entende o mundo como nós, mas sabe prever qual palavra tem mais chance de vir depois da outra.
• Por exemplo: se você escreve “O céu é…”, o modelo já viu milhares de frases parecidas e prevê que “azul” é uma boa continuação.
• Ele funciona com probabilidades: escolhe a palavra mais provável (ou uma das prováveis) para continuar o texto.
Exemplo prático:
Você escreve: “Quero uma receita de bolo de…”
O modelo completa com “chocolate”, “cenoura” ou “banana”, porque já viu muitas receitas assim.Como criar prompts melhores
Um prompt é só o jeito de pedir algo ao modelo. Quanto mais claro e detalhado, melhor a resposta.
• Seja específico: em vez de “me explique história”, diga “me explique a Revolução Francesa em 5 frases simples”.
• Defina o formato: peça “em lista”, “em tabela”, “como se fosse para uma criança”, etc.
• Dê contexto: se você quer um texto para trabalho, diga “explique como se fosse uma apresentação escolar”.
Exemplo:
• Prompt fraco: “Fale sobre futebol.”
• Prompt melhor: “Explique em 3 frases como funciona a regra do impedimento no futebol, como se fosse para uma criança de 10 anos.”O que é Engenharia de Prompt
É a prática de aprender a conversar com modelos de linguagem para obter respostas mais úteis.
Pensa como aprender a dar instruções claras para alguém que sabe muito, mas precisa de direção.
Princípios mais relevantes:
Clareza – diga exatamente o que você quer.Contexto – explique a situação ou público-alvo.Estrutura – peça listas, tabelas ou passos se quiser organização.Iteração – teste, ajuste e refine o prompt até chegar no resultado desejado.
Exemplo de Engenharia de Prompt:Exemplos – mostrar exemplos ajuda o modelo a seguir o estilo que você quer.
Você quer um resumo de um livro para estudo.
• Prompt simples: “Resuma Dom Casmurro.”
• Prompt com engenharia: “Resuma Dom Casmurro em até 10 frases, destacando os principais personagens e o conflito central, em linguagem simples para estudantes do ensino médio.”