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Saúde Digital para Todos: termos essenciais de saúde e computação explicados em linguagem clara

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Título Completo

Saúde Digital para Todos: termos essenciais de saúde e computação explicados em linguagem clara

Autoria

Ricardo Costa Val do Rosário, MD, PhD
Médico Angiologista e Cirurgião Cardiovascular
Especialização em Carreira de IA - Alura/SP
Cursando Especialização em Carreira de Cloud Security - Alura/SP
Linha de pesquisa independente em IA e Medicina, DMIA, Tecnovigilância e Cibersegurança 
em Saúde
Belo Horizonte – 2026

Declaração de legitimidade de autoria e conformidade com a LGPD

Este artigo foi redigido pelo autor com apoio instrumental de IA generativa para organização, 
revisão linguística, O conteúdo final foi criticamente revisado pelo autor, que assume plena
responsabilidade por sua precisão, originalidade, integridade e eventuais omissões. 
Nenhum dado individual identificável foi utilizado. 

Apresentação:

Este glossário foi concebido como uma obra de consulta interdisciplinar, voltada a profissionais, 
estudantes, pesquisadores e gestores que transitam entre saúde, tecnologia, dados, IA, regulação, 
segurança da informação e inovação clínica. Reúne 129 termos organizados em 5 grandes áreas 
temáticas, cuja finalidade é aproximar vocabulários técnicos que frequentemente são utilizados 
de forma fragmentada entre diferentes campos do conhecimento.

Seu objetivo é oferecer definições claras, consistentes e publicáveis para termos frequentemente
utilizados em ambientes digitais e assistenciais, preservando siglas internacionais consagradas e 
contextualizando conceitos para a realidade da saúde digital contemporânea. 

O foco central é orientar profissionais da saúde na compreensão de termos da computação, dos 
dados e da IA, ao mesmo tempo em que auxilia profissionais da computação a reconhecerem 
conceitos essenciais da medicina, da prática clínica, da interoperabilidade e da regulação sanitária.
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1. Automação, integração de sistemas e desenvolvimento aplicado

•	API: Application Programming Interface; interface de programação de aplicações que estabelece regras de comunicação entre sistemas, serviços ou plataformas digitais, permitindo integração estruturada, reutilização de funcionalidades e troca controlada de dados.

•	Back-end: camada de software responsável pela lógica de negócio, processamento de dados, autenticação, integração com bancos de dados, regras de segurança e comunicação com outros sistemas, geralmente operando em servidores, serviços em nuvem ou APIs

•	C#: linguagem de programação moderna, orientada a objetos e fortemente tipada, associada ao ecossistema .NET, utilizada no desenvolvimento de aplicações web, desktop, móveis, serviços, APIs, jogos e soluções corporativas.

•	Canvas: área principal da interface de edição do n8n usada para criar fluxos de trabalho, adicionar nós e conectar etapas de automação.

•	Credencial: conjunto de informações de autenticação usado para conectar o n8n a aplicativos, APIs e serviços externos, como usuário, senha, chave de API ou OAuth.

•	CSS: Cascading Style Sheets; é uma linguagem de estilo usada para definir a aparência de páginas web. Ele controla cores, fontes, tamanhos, espaçamentos, animações e o layout geral.

•	DevOps: abordagem cultural, técnica e operacional que integra desenvolvimento de software e operações de TI, promovendo colaboração, automação, integração contínua, entrega contínua, observabilidade e melhoria permanente do ciclo de vida das aplicações.

•	Edição: variante do n8n utilizada em uma instalação, como Community, Business ou Enterprise, com recursos e condições de uso definidos pelo plano e pela licença.

•	Editor: interface do n8n usada para criar, configurar e gerenciar fluxos de trabalho, credenciais, variáveis, execuções e modelos.

•	Expressão: recurso do n8n que permite preencher parâmetros dinamicamente por meio de código JavaScript e dados de etapas anteriores do fluxo.

•	Fluxo de trabalho: conjunto de nós organizados para automatizar um processo, iniciado por uma condição de gatilho e executado em etapas sequenciais.

•	Front-end: camada de software com a qual o usuário interage diretamente, abrangendo interfaces visuais, experiência do usuário, navegação, formulários, apresentação de dados e comunicação com serviços de back-end.

•	HTML: HyperText Markup Language; é a linguagem de marcação que estrutura o conteúdo da web. Ele organiza textos, imagens, links, tabelas, formulários e tudo que aparece em uma página. É a base de qualquer site.

•	Java Script: é uma linguagem de script orientada a objetos, usada para criar páginas web interativas — animações, menus, botões, atualizações dinâmicas de conteúdo e muito mais. É uma das três tecnologias fundamentais da web, junto com HTML e CSS.

•	Markdown: linguagem leve de marcação usada para estruturar textos com sintaxe simples, permitindo criar títulos, listas, links, ênfases, blocos de código e documentação técnica em arquivos de texto plano.

•	.NET é uma plataforma gratuita, de código aberto e multiplataforma usada para criar aplicativos web, móveis, desktop, jogos, IoT e serviços em nuvem. Ela oferece alto desempenho, segurança, bibliotecas extensas e suporte a linguagens como C#, sua principal linguagem.

•	Nó: componente individual de um fluxo de trabalho no n8n, responsável por acionar, buscar, enviar, transformar, processar ou controlar dados.

•	Nó de cluster: grupo de nós do n8n que trabalham em conjunto para oferecer uma funcionalidade composta, geralmente com um nó raiz e subnós associados.

•	Nó de gatilho: nó especial que inicia a execução de um fluxo de trabalho quando uma condição definida é atendida.

•	Nó raiz: nó principal de um cluster no n8n, ao qual subnós são conectados para ampliar funcionalidades.

•	Plano: nível de assinatura comercial, como Starter, Pro, Business ou Enterprise, que define recursos, limites de uso e preço.

•	Projeto: agrupamento de fluxos de trabalho, variáveis e credenciais no n8n, usado para organização, governança e colaboração entre equipes.

•	Subnó: nó conectado a um nó raiz para estender funcionalidades específicas dentro de um cluster do n8n.

•	Template: fluxo de trabalho pré-construído que pode ser importado, adaptado e configurado em uma instância do n8n.

•	VS Code: Visual Studio Code; editor de código-fonte leve, extensível e multiplataforma, usado para escrever, depurar, versionar e organizar projetos de software, com suporte a extensões, terminal integrado, controle de versão e recursos de assistência por IA.

2. Ciência de dados, engenharia de dados e inteligência analítica

•	CSV: Comma-Separated Values; formato tabular simples utilizado para representar dados em linhas e colunas, com valores separados por delimitadores, sendo comum em planilhas, exportações operacionais e intercâmbio entre sistemas.

•	Dashboard: painel visual usado para acompanhar indicadores, tendências, alertas, desempenho e evolução de processos ou sistemas.

•	Data contract: acordo técnico e semântico que define estrutura, significado, regras de qualidade, responsabilidades, versionamento e expectativas de uso no intercâmbio de dados entre produtores e consumidores.

•	Drift: mudança no comportamento dos dados, da população, da tecnologia ou de um modelo ao longo do tempo, podendo afetar desempenho e interpretação.

•	ETL/ELT: processos de extração, transformação e carregamento de dados entre sistemas. No ETL, a transformação ocorre antes do carregamento; no ELT, os dados são carregados primeiro e transformados posteriormente no ambiente de destino.

•	HTTP: Hypertext Transfer Protocol; é o protocolo de comunicação usado para transmitir páginas e dados na web. Ele define como navegadores (como Chrome, Edge, Firefox) e servidores conversam entre si. É o protocolo base da Web. Usa a porta padrão 80.

•	HTTPS: Hypertext Transfer Protocol Secure; é a versão segura do HTTP, adicionando criptografia para proteger os dados transmitidos entre navegador e servidor. Usa a porta padrão 443. Exibe o cadeado na barra de endereço do navegador.

•	JSON: formato textual estruturado para representar e transportar dados em pares de chave e valor.

•	Markdown: linguagem leve de marcação usada para estruturar textos com sintaxe simples, permitindo criar títulos, listas, links, ênfases, tabelas, blocos de código e documentação em arquivos de texto plano, com boa legibilidade mesmo antes da conversão para outros formatos.

•	Metadados: dados que descrevem outros dados, como origem, unidade, método, horário, versão, autor, equipamento ou contexto de coleta.

•	Missing: dado ausente em uma base, registro ou campo esperado, podendo refletir erro, informação não coletada ou característica do processo.

•	Outlier: valor discrepante em relação ao padrão esperado, que pode indicar erro, evento raro, variação operacional ou característica clínica relevante.

•	Parquet: formato colunar eficiente para armazenamento e análise de grandes volumes de dados.

•	Pipeline: sequência organizada de etapas para coletar, validar, transformar, analisar, disponibilizar ou monitorar dados.

•	Pseudocódigo: forma intermediária de representar a lógica de um algoritmo em linguagem próxima da linguagem humana, sem depender da sintaxe rígida de uma linguagem de programação específica, facilitando o planejamento, a explicação e a comunicação de soluções computacionais.

•	Python: linguagem de programação de alto nível, versátil e de sintaxe simples, utilizada para automação, análise de dados, desenvolvimento de sistemas, inteligência artificial, ciência de dados, integração de APIs e criação de aplicações em diferentes áreas, incluindo saúde digital.

•	Quality gate: etapa de validação que bloqueia dados inválidos, incompletos ou incoerentes antes da análise, publicação ou uso operacional.

•	SQL: Structured Query Language; linguagem padronizada utilizada para consultar, organizar, manipular e administrar bancos de dados relacionais, sendo fundamental em ambientes de análise, governança e integração de dados.

•	Software: : Programa de computador; é um conjunto de instruções que diz ao computador o que fazer. Pode ser simples ou extremamente complexo. Categorias:
1. Software de sistema — Windows, Linux, macOS.
2. Software de aplicação — navegadores, jogos, editores de texto.
3. Software utilitário — antivírus, compactadores, ferramentas de backup.

•	Timestamp: marca temporal que registra quando um dado foi criado, recebido, alterado, validado ou utilizado.

•	WWW: World Wide Web; é o sistema de páginas interligadas acessadas pela internet. É o que você navega usando um navegador como Chrome, Edge ou Firefox. Usa protocolos como HTTP e HTTPS.

3. Governança, privacidade, segurança da informação e conformidade regulatória

•	ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; autoridade regulatória brasileira responsável por ações de vigilância sanitária, incluindo a regularização de produtos sujeitos ao controle sanitário, como dispositivos médicos e softwares com finalidade médica.

•	Ataque cibernético: ação maliciosa ou não autorizada dirigida contra sistemas, redes, dispositivos, aplicações ou dados, com o objetivo de comprometer confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade ou continuidade operacional.

•	Auditabilidade: capacidade de revisar, explicar e comprovar como um dado, decisão, resultado ou processo foi produzido.

•	Cibersegurança: conjunto de práticas, controles e processos destinados a proteger sistemas, dados e infraestruturas digitais contra acesso não autorizado, interrupção, alteração, divulgação indevida ou destruição.

•	CVE: Common Vulnerabilities and Exposures; catálogo público padronizado de vulnerabilidades conhecidas em softwares, sistemas e componentes tecnológicos.

•	Dado pessoal sensível: dado sobre saúde, genética, biometria ou outros atributos protegidos, sujeito a maior rigor legal, técnico e ético.

•	Desidentificação: processo de remover, mascarar ou alterar informações que permitam identificar direta ou indiretamente uma pessoa.

•	FAIR: Factor Analysis of Information Risk; modelo quantitativo de análise de risco da informação utilizado para decompor cenários de risco em fatores mensuráveis, estimar frequência e magnitude provável de perdas e apoiar decisões de segurança em termos compreensíveis para a gestão.

•	FDA: Food and Drug Administration; agência regulatória dos Estados Unidos responsável, entre outras atribuições, pela supervisão de medicamentos, alimentos, dispositivos médicos e tecnologias digitais em saúde submetidas ao seu escopo regulatório.

•	GxP: conjunto de boas práticas reguladas aplicáveis a ambientes como pesquisa, fabricação, laboratório, clínica, distribuição e qualidade, abrangendo princípios de rastreabilidade, documentação, validação, controle de mudanças e conformidade.

•	IMDRF: International Medical Device Regulators Forum; fórum internacional de autoridades regulatórias de dispositivos médicos que promove convergência, harmonização e princípios comuns para temas como Software as a Medical Device.

•	LGPD: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais; norma brasileira que regula o tratamento de dados pessoais e dados pessoais sensíveis.

•	Malware: Software malicioso; é qualquer programa criado para causar danos, roubar informações ou invadir sistemas. Ele pode se instalar sem permissão ou se disfarçar de algo legítimo. Tipos comuns:
1. Vírus — infecta arquivos.
2. Worm — se espalha sozinho.
3. Trojan — se disfarça de programa legítimo.
4. Ransomware — sequestra arquivos e exige pagamento.
5. Spyware — espiona o usuário.

•	MFA: Multi-Factor Authentication; autenticação multifator que exige mais de uma forma de verificação para confirmar a identidade do usuário.

•	Observabilidade: capacidade de monitorar qualidade, desempenho, falhas, comportamento e impacto de sistemas, dados ou modelos.

•	PHI: Protected Health Information; informação de saúde protegida que pode identificar uma pessoa no contexto assistencial.

•	Proveniência: registro da origem, trajetória, transformações, responsáveis e contexto associados a um dado, evidência ou resultado.

•	Pseudonimização: substituição de identificadores diretos por códigos, reduzindo o risco de identificação sem eliminar totalmente a possibilidade de reidentificação.

contínua

continuação do # 3

•	Ransomware: tipo de malware que bloqueia, criptografa ou restringe o acesso a dados e sistemas, exigindo pagamento ou outra forma de extorsão para restauração do acesso, com potencial impacto operacional, financeiro, reputacional e assistencial.

•	Rastreabilidade: capacidade de acompanhar origem, alterações, uso, responsáveis e destino de dados, decisões, produtos ou processos.

•	Replay: ataque em que uma transmissão válida é capturada e reutilizada indevidamente para enganar um sistema.

•	SBOM: Software Bill of Materials; lista dos componentes de software usados em um sistema, aplicação, plataforma ou dispositivo.

•	SIEM: Security Information and Event Management; sistema de gestão e correlação de eventos de segurança usado para monitoramento, alertas e investigação.

•	SSL: Secure Sockets Layer; é um protocolo de segurança criado para criptografar a comunicação entre navegador e servidor. Ele garante que dados transmitidos (senhas, informações pessoais, pagamentos) não possam ser lidos por terceiros. Hoje está obsoleto, substituído pelo TLS.

•	Tecnovigilância: monitoramento de eventos adversos, falhas, riscos e desempenho de produtos, equipamentos, softwares e dispositivos médicos.

•	TLS: Transport Layer Security; é a evolução do SSL, mais seguro, moderno e eficiente. É o protocolo que realmente protege conexões HTTPS atualmente. É o padrão atual para segurança na web.

•	Transport Layer Security; protocolo de segurança usado para proteger dados em trânsito por meio de criptografia e autenticação.

•	Trojan: é um tipo de malware que se apresenta como um programa legítimo para enganar o usuário e obter acesso ao sistema. Após instalado, permite ações maliciosas como roubo de dados, controle remoto, instalação de outros malwares ou abertura de backdoors. 

•	Zero trust: modelo de segurança baseado no princípio de não confiar implicitamente em usuários, dispositivos, aplicações ou redes, exigindo verificação contínua, autenticação forte, privilégio mínimo, segmentação e monitoramento permanente.

4. Inteligência Artificial, modelos de linguagem e aplicações cognitivas

•	Agentes inteligentes: sistemas de IA capazes de perceber contexto, planejar ações, utilizar ferramentas, executar etapas de forma orientada a objetivos e adaptar seu comportamento conforme dados, restrições, feedback ou resultados intermediários.

•	Alucinação: resposta gerada por sistema de IA que apresenta aparência de coerência ou autoridade, mas contém informação incorreta, inventada, imprecisa ou não sustentada pelos dados e evidências disponíveis.

•	Assistentes inteligentes: sistemas digitais baseados em IA projetados para interagir com usuários, compreender solicitações, executar tarefas, sintetizar informações, apoiar decisões e oferecer respostas contextualizadas em linguagem natural ou outros formatos.

•	ChatGPT: sistema conversacional de IA baseado em modelos de linguagem, utilizado para interpretar solicitações, gerar textos, resumir informações, apoiar aprendizagem, automatizar tarefas linguísticas e auxiliar profissionais em atividades analíticas ou criativas.

•	Deep Learning: aprendizado profundo; subárea de Machine Learning baseada em redes neurais com múltiplas camadas, capaz de aprender representações hierárquicas a partir de grandes volumes de dados, sendo amplamente aplicada em visão computacional, linguagem natural, reconhecimento de padrões e análise preditiva.

•	Embedding: representação numérica de textos, imagens ou outros dados, usada por modelos de IA para comparação semântica, busca e classificação.

•	HITL: Human-in-the-Loop; modelo em que um profissional humano valida, supervisiona ou decide etapas críticas de processos assistidos por IA.

•	IA: Inteligência Artificial; sistemas computacionais capazes de analisar, classificar, prever, gerar conteúdo ou apoiar decisões.

•	IA generativa: tipo de IA capaz de produzir textos, imagens, resumos, códigos, interpretações ou respostas a partir de padrões aprendidos.

•	LangChain: framework de desenvolvimento de IA usado para trabalhar com LLMs, integrar modelos, conectar componentes e construir aplicações complexas.

•	LLM: Large Language Model; modelo de linguagem de grande escala treinado para reconhecer padrões linguísticos e semânticos, possibilitando tarefas como interpretação, resumo, classificação, tradução, geração textual e apoio à análise.

•	Machine Learning: aprendizado de máquina; campo da inteligência artificial dedicado ao desenvolvimento de modelos que aprendem padrões a partir de dados e melhoram seu desempenho em tarefas específicas sem programação explícita de todas as regras de decisão.

•	MLOps: conjunto de práticas, processos e ferramentas para desenvolver, versionar, testar, implantar, monitorar e governar modelos de Machine Learning em ambientes de produção, aproximando ciência de dados, engenharia de software, operações e governança.

•	Model governance: governança de modelos; conjunto de políticas, responsabilidades, controles, documentação, validações e monitoramento necessários para assegurar que modelos analíticos ou de IA sejam utilizados de forma segura, rastreável, ética, eficaz e alinhada ao contexto de uso.

•	NLP: Natural Language Processing; área da IA voltada à análise, interpretação e geração computacional de textos em linguagem humana.

•	Prompt: instrução textual ou multimodal fornecida a um sistema de IA para orientar a tarefa, o contexto, o formato esperado, os limites de atuação e os critérios de qualidade da resposta gerada.

•	Prompt injection: ataque em que texto malicioso tenta manipular o comportamento, as instruções ou as saídas de um modelo de IA.

•	RAG: Retrieval-Augmented Generation; arquitetura em que um modelo generativo é combinado a um sistema de recuperação de informações, permitindo consultar bases de conhecimento externas e incorporar contexto relevante antes da geração da resposta.

•	Redes neurais convolucionais: também conhecidas como CNNs ou Convolutional Neural Networks; tipo de rede neural profunda especialmente útil para dados com estrutura espacial ou matricial, como imagens, por utilizar filtros convolucionais capazes de identificar padrões locais, bordas, formas e características hierárquicas.

•	Shadow AI: uso de ferramentas de IA não aprovadas institucionalmente, sem governança, segurança, rastreabilidade ou controle adequado.

•	Viés algorítmico: tendência sistemática de um modelo ou algoritmo produzir resultados desbalanceados, injustos ou inadequados para determinados grupos, contextos ou populações, geralmente associada a dados, objetivos, métricas, decisões de projeto ou uso operacional.

5. Saúde digital, medicina, dispositivos médicos e interoperabilidade clínica

•	Anamnese: coleta estruturada da história clínica, sintomas, antecedentes, contexto e queixas do paciente durante a avaliação médica.

•	AuditEvent: recurso do padrão FHIR usado para registrar eventos relevantes de auditoria em sistemas de saúde.

•	Biomarcador: indicador biológico mensurável associado a processo fisiológico, doença, risco clínico, prognóstico ou resposta terapêutica.

•	Comunicação M2M: Machine-to-Machine; comunicação direta entre dispositivos, sensores, equipamentos ou sistemas, com mínima intervenção humana, utilizada para automatizar troca de dados, telemetria, alertas e comandos operacionais em ambientes conectados.

•	DICOM: Digital Imaging and Communications in Medicine; padrão internacional para armazenamento, transmissão e comunicação de imagens médicas e seus metadados.

•	DICOMweb: conjunto de serviços web baseados no DICOM para acesso, busca, recuperação e troca de imagens médicas.

•	Diurese: volume de urina produzido em determinado período, usado como indicador clínico de função renal, hidratação e perfusão.

•	DMIA: Dispositivo Médico Inteligente Assistido por IA; dispositivo com recursos computacionais para monitorar, analisar ou apoiar decisões em saúde.

•	EHR: Electronic Health Record; prontuário eletrônico de saúde utilizado para registrar, organizar, compartilhar e consultar informações clínicas do paciente em ambientes assistenciais digitais.

•	Especificidade: capacidade de um teste identificar corretamente indivíduos sem determinada condição clínica.

•	Evento adverso: ocorrência indesejada associada ao cuidado, produto, dispositivo, software ou procedimento em saúde.

•	FHIR: Fast Healthcare Interoperability Resources; padrão mantido pela HL7 para troca eletrônica de informações em saúde, baseado em recursos modulares e tecnologias web, com foco em interoperabilidade, implementação prática e representação estruturada de dados clínicos.

•	Frequência cardíaca: número de batimentos cardíacos por minuto, parâmetro quantitativo essencial na avaliação clínica e no monitoramento de pacientes.

•	HL7: Health Level Seven International; organização de desenvolvimento de padrões responsável por especificações amplamente utilizadas na troca, estruturação e interoperabilidade de informações em saúde, incluindo o padrão FHIR.

•	HL7 v2: versão amplamente adotada dos padrões HL7 para troca de mensagens clínicas e administrativas entre sistemas de saúde, especialmente em integrações hospitalares, laboratoriais, assistenciais e operacionais legadas.

•	Impressão diagnóstica: hipótese ou avaliação clínica inicial baseada nos dados disponíveis, antes de confirmação definitiva por investigação complementar.

•	Interoperabilidade: capacidade de diferentes sistemas trocarem, interpretarem e utilizarem dados de forma consistente, segura e padronizada.

•	Interoperabilidade semântica: capacidade de sistemas distintos não apenas trocarem dados, mas também preservarem o significado clínico, técnico e contextual dessas informações por meio de terminologias, códigos, modelos de dados e regras compartilhadas.

•	IoMT: Internet of Medical Things; rede de dispositivos médicos conectados que coletam, transmitem, processam ou monitoram dados de saúde.

•	IoT: Internet of Things; rede de objetos, sensores, equipamentos e sistemas conectados capazes de coletar, transmitir, receber ou processar dados, permitindo automação, monitoramento remoto, integração operacional e tomada de decisão baseada em informações digitais.

•	LOINC: Logical Observation Identifiers Names and Codes; sistema de codificação usado para exames laboratoriais, observações clínicas e medições.


continúa

continuação do # 5

•	Medicina Inteligente: uso integrado de dados, IA, automação, interoperabilidade, governança e julgamento profissional no apoio à assistência em saúde.

•	Pressão arterial: força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias, expressa geralmente por valores sistólico e diastólico.

•	Provenance: recurso FHIR usado para registrar origem, agentes, atividades e transformações relacionadas a um dado clínico.

•	RDC Anvisa nº 657/2022: resolução brasileira que dispõe sobre a regularização de Software as a Medical Device (SaMD), estabelecendo critérios, definições, exclusões, requisitos técnicos e responsabilidades aplicáveis à disponibilização desse tipo de software no contexto sanitário nacional.

•	Regularização sanitária: processo administrativo e técnico pelo qual um produto, software ou dispositivo médico demonstra atender aos requisitos aplicáveis de segurança, desempenho, eficácia, qualidade e informação ao usuário antes ou durante sua disponibilização no mercado.

•	SaMD: Software as a Medical Device; software destinado a uma ou mais finalidades médicas que realiza sua função sem depender de fazer parte de um dispositivo médico físico, podendo apoiar diagnóstico, monitoramento, prevenção, prognóstico ou tratamento conforme sua finalidade pretendida.

•	Saturação periférica de oxigênio (SpO₂): estimativa da porcentagem de hemoglobina saturada por oxigênio no sangue periférico.

•	Sensibilidade: capacidade de um teste identificar corretamente indivíduos que possuem determinada condição clínica.

•	SNOMED CT: Systematized Nomenclature of Medicine Clinical Terms; terminologia clínica estruturada usada para codificar conceitos médicos de forma padronizada.

•	Telemetria: coleta e transmissão automática de dados provenientes de sensores, dispositivos, equipamentos, softwares ou sistemas.

•	Terminologia controlada: conjunto padronizado de termos, códigos e relações semânticas utilizado para representar conceitos de forma consistente, reduzir ambiguidades e permitir análise, interoperabilidade, pesquisa e comparação de informações clínicas ou técnicas.

•	Validação clínica: processo de avaliação sistemática destinado a demonstrar que uma tecnologia, modelo, software, dispositivo ou intervenção apresenta desempenho, utilidade e segurança adequados para o contexto clínico pretendido.

•	UTI: Unidade de Terapia Intensiva; setor destinado ao cuidado de pacientes graves que exigem monitoramento contínuo e suporte especializado.

Considerações Finais

1- Ao ler este artigo, o leitor ganha um mapa conceitual para dialogar com mais segurança entre equipes 
clínicas, técnicas, regulatórias e de gestão. 

2- A proposta não é apenas definir palavras, mas reduzir ruídos de comunicação, favorecer decisões 
mais qualificadas, apoiar projetos de saúde digital e estimular uma cultura comum entre quem cuida 
de pacientes e quem desenvolve, integra, protege ou avalia tecnologias em saúde.