Título completo
Monitoramento Médico das Ações em Medicina Assistida por Inteligência Artificial
Da decisão clínica ao registro auditável: conformidade, rastreabilidade e responsabilidade
do médico na era da IA
Autoria
Ricardo Costa Val do Rosário, PhD
Médico Angiologista e Cirurgião Cardiovascular
Especialização em Carreira de Inteligência Artificial – Alura/SP
Cursando Especialização em Carreira de Cloud Security – Alura/SP
Linha de Pesquisa Independente em IA e Medicina, Tecnovigilância, DMIA e Segurança da
Informação em Saúde
Belo Horizonte – 2026
Declaração de Legitimidade de Autoria e Conformidade com a LGPD
Este documento foi desenvolvido pelo autor com apoio instrumental do ChatGPT, da
OpenAI, e do Microsoft Copilot 365 para organização, revisão e refinamento estrutural.
O conteúdo final foi criticamente revisado pelo autor, que assume responsabilidade
integral por sua precisão, originalidade, integridade e conformidade ética, sem inserção
de dados identificáveis de pacientes.
1. Contextualização
1. A medicina atual entrou numa fase em que a prática médica deixou de ser centrada
no modelo:
• presencial,
• verbal,
• manual,
• registrada em papel.
2. A decisão clínica continua sendo responsabilidade humana, ética e legal do médico,
mas agora é cada vez mais apoiada por:
1. sistemas computacionais,
2. plataformas em nuvem,
3. dispositivos médicos inteligentes (DMIA),
4. modelos de IA,
5. ferramentas generativas,
6. dashboards,
7. integrações via API,
8. bancos de dados,
9. ambientes pesquisa,
10. fluxos automatizados.
3. Nesse cenário, o médico não atua apenas diante do paciente. Ele também atua diante
de sistemas quando:
• inseri um prompt em uma ferramenta de IA,
• aceita ou rejeita uma sugestão algorítmica,
• revisa um alerta de risco,
• solicita acesso a uma base de dados,
• aprova uma integração entre sistemas,
• utiliza um dispositivo médico inteligente (DMIA),
• participa de um projeto de pesquisa com dados clínicos,
• publica código em um artigo educacional.
4. Ao realizar estas ações, o médico pode produzir consequências:
1. assistenciais,
2. éticas,
3. técnicas,
4. regulatórias,
5. . reputacionais.
5. A questão principal deixa de ser apenas “O médico pode usar IA?” e passa a ser “Ao utilizar IA
na prática profissional, seja em ambiente ambulatorial ou hospitalar, como o médico garante a
conformidade legal, ética e científica vigente?”. Em outras palavras, não basta saber usar
ferramentas de IA, ainda jovens se comparadas à “Arte Médica”, é preciso comprovar aquilo que
se afirmar fazer.
6. Atualmente, não é aceitável apenas dizer que tudo está bem, especialmente em uma atividade
tão sensível como a medicina, que lida diretamente com a dignidade humana, o equilíbrio entre saúde
e doença e, muitas vezes, entre viver e morrer. Para demonstrar com transparência os resultados do
uso da IA, é essencial:
1. manter um registro organizado,
2. realizar monitoramento contínuo,
3. apresentar justificativas para cada ação,
4. corrigir eventuais falhas,
5. revisar as correções,
6. acompanhar os casos ao longo do tempo — idealmente para sempre.
7. Essa mudança de paradigma é não só importante, mas obrigatória: a Medicina Assistida
por IA exige uma nova forma de prudência, a prudência clínico-computacional.
2. Objetivo
1. Este documento visa demonstrar a relevância e a maneira prática pela qual o médico
pode monitorar suas ações relacionadas à Medicina e à IA sem a pretensão de transformá-lo
em:
• engenheiro de software,
• administrador de cloud,
• analista de segurança,
• auditor técnico.
2. A proposta é diferente. O médico precisa desenvolver alfabetização suficiente para:
1. reconhecer riscos;
2. fazer perguntas qualificadas;
3. documentar decisões relevantes;
4. compreender logs, alertas e evidências;
5. distinguir apoio computacional de decisão clínica;
6. saber quando acionar equipe técnica, jurídica, ética ou institucional;
7. preservar sua responsabilidade profissional;
8. proteger pacientes, dados, instituições e a própria Medicina.
3. médico não precisa operar todas as ferramentas. Mas precisa compreender
quando suas ações:
• deixam rastros,
• deveriam deixar rastros,
• a ausência de rastreabilidade representa um risco.