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Excesso de storytelling e falta de objetividade nos cursos

O excesso de storytelling nos cursos da Alura já ultrapassou o limite do razoável. Em muitos casos, o curso deixa de ser técnico e passa a parecer um conto corporativo de TI, repleto de empresas fictícias, personagens artificiais e narrativas forçadas que pouco ou nada contribuem para o aprendizado real. Eu não preciso de uma história do tipo “você trabalha numa empresa e seu chefe pediu tal coisa” para entender um conceito técnico — preciso do conceito bem explicado, com fundamentos claros, exemplos objetivos e aplicação prática.

Storytelling pode ser um recurso complementar, mas quando vira o eixo central do curso, ele dilui o conteúdo, alonga desnecessariamente as aulas e compromete a eficiência do aprendizado. O resultado é a sensação de que estou investindo tempo acompanhando uma narrativa infantilizada, em vez de adquirir conhecimento técnico sólido.

Além disso, a seção “Carreiras” passa uma impressão bastante negativa. Grande parte das trilhas aparece marcada como “em breve”, mesmo sendo composta por cursos que já existem na plataforma. Isso transmite a sensação de que o conteúdo está sendo artificialmente fragmentado ou retardado, não por limitação técnica, mas para prolongar o tempo de permanência do assinante e induzir renovações sucessivas.

Cursos técnicos devem ser diretos, objetivos e respeitar o tempo de quem estuda. Quem assina uma plataforma como a Alura busca capacitação profissional real, não storytelling excessivo nem estratégias que soem como enrolação comercial.

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Oi, Vitor! Tudo bom?

Primeiramente, obrigado por dedicar tempo para compartilhar esse feedback. Ele é muito importante para que a gente consiga avaliar, com mais clareza, o que está funcionando e o que precisa ser ajustado na experiência de aprendizado dos nossos alunos.

Sobre o uso de storytelling: ele é pensado como um recurso pedagógico complementar, não como substituto do conteúdo técnico. A intenção é contextualizar problemas reais e ajudar alguns perfis de estudantes a conectar conceitos com situações do dia a dia profissional. Dito isso, seu ponto é totalmente válido: quando a narrativa se sobrepõe ao conteúdo técnico, ela pode gerar a sensação de alongamento desnecessário e perda de objetividade. Esse equilíbrio é algo que estamos constantemente revisitando, justamente porque sabemos que muitos alunos buscam aulas mais diretas, focadas em fundamentos, exemplos claros e aplicação prática, dependendo não apenas do perfil de aprendizagem, mas também do nível de maturidade e senioridade.

Em relação à área de Carreiras, o status “em breve” existe porque as trilhas evoluem de forma incremental. Queremos que cada nível dentro de uma carreira faça sentido em um todo, e não apenas cursos "soltos" dentro de um nível ainda incompleto. O "em breve" é verdadeiro e honesto. Estamos produzindo os melhores cursos para cada nível e, dependendo da carreira, toma-se mais tempo. Mas concordamos que a comunicação disso precisa ser mais clara para não transmitir a impressão que você trouxe.

Por fim, reforçamos que o nosso foco é a capacitação profissional real. Sabemos que nem todo formato funciona igualmente bem para todos os perfis, e feedbacks como o seu são essenciais para ajustarmos rotas, formatos e tomarmos decisões pedagógicas que atendam melhor a essas expectativas.

Agradecemos novamente pela franqueza e seguimos abertos a ouvir, inclusive sugestões mais específicas sobre formatos ou cursos onde esse excesso foi mais perceptível.