O excesso de storytelling nos cursos da Alura já ultrapassou o limite do razoável. Em muitos casos, o curso deixa de ser técnico e passa a parecer um conto corporativo de TI, repleto de empresas fictícias, personagens artificiais e narrativas forçadas que pouco ou nada contribuem para o aprendizado real. Eu não preciso de uma história do tipo “você trabalha numa empresa e seu chefe pediu tal coisa” para entender um conceito técnico — preciso do conceito bem explicado, com fundamentos claros, exemplos objetivos e aplicação prática.
Storytelling pode ser um recurso complementar, mas quando vira o eixo central do curso, ele dilui o conteúdo, alonga desnecessariamente as aulas e compromete a eficiência do aprendizado. O resultado é a sensação de que estou investindo tempo acompanhando uma narrativa infantilizada, em vez de adquirir conhecimento técnico sólido.
Além disso, a seção “Carreiras” passa uma impressão bastante negativa. Grande parte das trilhas aparece marcada como “em breve”, mesmo sendo composta por cursos que já existem na plataforma. Isso transmite a sensação de que o conteúdo está sendo artificialmente fragmentado ou retardado, não por limitação técnica, mas para prolongar o tempo de permanência do assinante e induzir renovações sucessivas.
Cursos técnicos devem ser diretos, objetivos e respeitar o tempo de quem estuda. Quem assina uma plataforma como a Alura busca capacitação profissional real, não storytelling excessivo nem estratégias que soem como enrolação comercial.