Olá, Nelson! Tudo bem?
Boa observação, sua linha de raciocínio está correta.
No contexto de agentes (usando frameworks como LangChain ou similares), quando queremos disponibilizar uma função para que o agente possa utilizá-la como ferramenta, normalmente basta sim transformar essa função em uma tool, adicionando o decorador @tool e documentando adequadamente sua docstring com objetivo, parâmetros e retorno.
Nesse cenário, a função busca_informacoes_com_tratamento é uma boa candidata para virar ferramenta, porque ela já encapsula o tratamento de exceções, tornando o comportamento mais seguro e previsível para o agente. Agentes funcionam melhor quando as ferramentas retornam respostas consistentes (None, mensagens estruturadas ou objetos JSON), em vez de lançar exceções diretamente.
Um exemplo conceitual seria algo assim:
from langchain.tools import tool
@tool
async def busca_informacoes_com_tratamento(cidade: str):
"""
Busca informações de previsão do tempo para uma cidade.
Entrada:
cidade (str): Nome da cidade a ser consultada.
Saída:
dict | None: Retorna um dicionário com os dados da previsão ou None em caso de erro.
"""
try:
return await busca_informacoes(cidade)
except Exception as error:
print(f"Erro ao buscar informações para {cidade}: {error}")
return None
Ou seja, na prática:
- o decorador
@tool registra a função como ferramenta do agente; - a docstring orienta o agente sobre quando e como usar a ferramenta;
- o tratamento de exceções evita que falhas interrompam o fluxo de execução;
- o retorno estruturado melhora a tomada de decisão do agente.
Dependendo do framework utilizado, pode haver pequenas variações (por exemplo: StructuredTool, BaseTool ou schemas com pydantic), mas a ideia central permanece exatamente essa: encapsular a lógica + tratamento de erro + documentação clara.
Essa interpretação está bem alinhada com a forma recomendada de organizar as ferramentas para agentes.
Espero ter ajudado, abraço!