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[Dúvida] Dúvida

Ao estudar comentários em Python, percebo que eles não são apenas um recurso técnico, mas uma forma de tornar meu pensamento visível dentro do código, quase como um diálogo entre mim e quem vier depois — inclusive meu “eu do futuro”. Usar comentários e markdown me faz entender que programar vai além de fazer algo funcionar; envolve organização, clareza e intenção, principalmente em contextos como Data Science, onde explicar o processo é tão importante quanto chegar ao resultado. Isso me leva a enxergar o código como algo vivo e comunicável, não apenas funcional. Mas será que, em alguns casos, quando preciso comentar demais, não é um sinal de que meu código poderia ser mais claro por si só?

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Entendo que a explicação vai muito do publico para quem esta apresentando os resultados, dependendo do publico uma explicação muito aprofundada que envolva a logica matemática por trás, não interessa, eles so vão se confundir e perder o interesse nos resultados apresentados, entender para quem se esta apresentando os resultados acho que é mais relevante.

E enquanto a explicação do codigo entendo que conforme vamos amadurecendo na caminhada vamos achando caminhos que tornam as coisas mais claras e simples, no início é natural que façamos muitas vezes um caminho muito maior para chegar em um mesmo resultado onde um dev senior chega com uma linha de codigo.

Faz muito sentido o que você trouxe sobre o público e a maturidade. No fim, tanto a explicação quanto o código precisam ser ajustados para quem vai consumir — seja uma pessoa de negócio ou outro desenvolvedor. Acho que isso conecta com a minha reflexão: talvez o ponto não seja evitar comentários, mas usá-los com intenção. Comentários não deveriam compensar um código confuso, mas complementar um código claro, trazendo contexto, decisões e o “porquê” por trás da solução. E talvez a evolução esteja justamente aí: sair de um código que precisa ser explicado, para um código que se explica — e comentários que agregam, não que salvam.
No fim, escrever código é também escrever pensamento — e com o tempo, a gente aprende a fazer os dois com mais simplicidade e propósito.