Para realizar esta atividade, decidi utilizar o ChatGPT de uma forma diferente da apresentada no curso. Em vez de responder apenas a um questionário de múltipla escolha, conduzi uma investigação metacognitiva aprofundada, baseada em perguntas abertas, diálogo reflexivo e análise das minhas experiências de aprendizagem.
Ao longo da conversa, a IA assumiu o papel de mentora de aprendizagem e realizou uma entrevista estruturada com mais de vinte perguntas. O objetivo foi investigar não apenas estilos de aprendizagem tradicionais, mas também minhas inteligências múltiplas, minha rotina, minhas estratégias de estudo, minhas motivações e meus objetivos de longo prazo.
A investigação mostrou que minhas inteligências mais desenvolvidas são a linguística-verbal, intrapessoal, interpessoal, existencial, naturalista, espacial e lógico-matemática. Também identifiquei a presença da inteligência musical, já que utilizo música e mantras como recursos para reflexão, equilíbrio emocional e fortalecimento espiritual.
Mais do que um estilo visual, auditivo ou cinestésico, a análise indicou que meu processo de aprendizagem está fortemente relacionado à aprendizagem baseada em projetos, resolução de problemas, reflexão, colaboração e autodireção. Aprendo melhor quando consigo compreender profundamente um tema, criar conexões com conhecimentos anteriores, transformar ideias em soluções concretas e compartilhar o que aprendi com outras pessoas.
A própria construção desta apostila durante o curso tornou-se uma evidência desse processo. Em vez de apenas assistir às aulas, tenho sistematizado os conteúdos, criado atividades, desenvolvido metodologias, produzido materiais de formação e transformado os conhecimentos estudados em aplicações práticas para minha atuação profissional.
Outro aspecto importante foi a análise da minha rotina. Identifiquei que já possuo diversos momentos de aprendizagem distribuídos ao longo da semana. Durante os deslocamentos entre casa e trabalho, utilizo o tempo para estudar inglês, ouvir podcasts, assistir a aulas e aprofundar conhecimentos. No horário de almoço também realizo atividades relacionadas ao desenvolvimento do idioma. Nos finais de semana, dedico períodos mais extensos aos estudos de Inteligência Artificial.
A investigação mostrou que meu maior desafio não é encontrar tempo para aprender, mas transformar o grande volume de conhecimentos adquiridos em projetos, metodologias, soluções educacionais e oportunidades profissionais. Também ficou evidente que preciso proteger minha saúde física e emocional durante este período de aprimoramento profissional.
Com base nessa análise, organizei minha rotina de estudos da seguinte forma:
• Segunda a sexta-feira:
- Estudos de inglês durante os deslocamentos e horário de almoço;
- Consumo de conteúdos sobre IA durante os trajetos;
- Um encontro semanal noturnos dedicados à aprendizagens do curso (aula síncrona).
• Sábados:
- Estudos de IA;
- Experimentação de ferramentas;
- Sistematização dos conhecimentos adquiridos;
- Desenvolvimento de soluções educacionais.
• Domingos:
- Planejamento da semana;
- Continuidade de projetos;
- Revisão dos aprendizados.
O principal aprendizado desta atividade foi perceber que a Inteligência Artificial não atua apenas como fonte de informação. No meu caso, ela funciona como parceira de reflexão, apoiando processos de autoconhecimento, metacognição, planejamento e construção de conhecimento.
Ao final da atividade, compreendi que minha aprendizagem acontece quando consigo transformar conhecimento em ação. A evidência mais concreta dessa evolução é que as soluções desenvolvidas a partir dos meus estudos sobre IA já estão impactando práticas de gestão, formação de professores e aprendizagem de estudantes na escola onde atuo.