Por Ricardo Costa Val do Rosário
Médico; especialização em IA aplicada à Saúde (Alura /SP)
Declaração de Legitimidade de Autoria e Conformidade com a LGPD
Este documento foi redigido pelo autor com apoio instrumental de ferramentas de IA para
organização, revisão linguística e refinamento de estrutura.
O autor revisou criticamente o conteúdo final e assume responsabilidade integral por precisão,
originalidade e integridade; nenhum dado identificável de paciente foi inserido.
1 Contextualização
Canvas de IA na Assistência Médica, Quando os fins justificam os meios?
• Desde que os meios sejam éticos, legais e moralmente defensáveis
2 Introdução
A discussão sobre Inteligência Artificial (IA) em saúde quase sempre começa pelo modelo,
pelo algoritmo ou pela promessa de eficiência.
Mas, na prática, essa não é a primeira pergunta que deveríamos fazer.
Antes de qualquer tecnologia, existe um ponto essencial: qual problema assistencial real
estamos tentando resolver?
• Como a IA aparece no fluxo de trabalho?
• Como medimos sucesso clínico e operacional?
• Quais riscos precisam ser mitigados antes da implantação?
Apesar de ser um conceito amplamente conhecido em outras áreas, praticamente não há
publicações que adaptem o Canvas para o contexto da saúde — muito menos com cenários
reais de implantação e exemplos em linguagem computacional que facilitem sua aplicação prática.
O canvas funciona como um mapa de decisão ao organizar o raciocínio clínico, operacional e
tecnológico de modo estruturado, sendo no setor saúde o arcabouço comumente utilizado:
1. problema,
2. objetivo,
3. público alvo,
4. dados,
5. inserção dos dados,
6. armazenamento seguro,
7. tipos de IA,
8. autores e limites máximos de permissões ao sistema,
9. ferramentas de IA a serem empregadas,
10. experiência do usuário,
11. métricas,
12. riscos,
13. definições de normalidade,
14. nível de erro aceitável,
15. definição da responsabilização para cada tipo profissional,
16. conformidade legal,
17. implementação,
18. monitoramento contínuo.
Portanto, o modelo de IA a ser utilizada e respectivas ferramentas somente serão
definidas após termos plena consciência das necessidade do paciente, da equipe
e do serviço.
Neste contexto, a frase “os fins justificam os meios” precisa ser tratada com rigor.
- Em saúde, ela só pode ser aceita sob uma condição: os meios também precisam
ser legítimos.
- Isso significa:
1. respeito à ética profissional;
2. conformidade legal e regulatória;
3. proteção de dados e privacidade;
4. segurança clínica;
5. transparência e possibilidade de auditoria.
Se a IA melhora desfechos, mas viola privacidade, amplia vieses ou cria risco clínico oculto,
o “fim” perde sua legitimidade.
3 Definição do Canvas de IA em Saúde
A) Um Canvas de IA em saúde é uma estrutura de planejamento para projetos assistenciais
que usa IA de forma responsável.
- Ele responde, de forma organizada, a perguntas como:
1. Qual é a dor clínica/assistencial?
2. Quem é o usuário principal? (médico, enfermagem, gestão, paciente, equipe multiprofissional)
3. Quais dados existem e qual é a qualidade deles?
4. Ferramentas de IA que pode-se empregar, individual ou em associação:
1. Regra simples,
2. Machine Learning, (ML),
3. Deep Learning (DL),
4. Natural Language Processing (NLP),
5. Visão computacional,
6. Large Language Models (LLM).
B) Essa abordagem evita dois erros comuns:
1. “IA por moda” (sem problema real definido);
2. “IA invisível” (implantada sem governança, sem métricas e sem plano
de contingência).
4 Vantagens de usar Canvas de IA na Assistência Médica
a) Clareza clínica antes da tecnologia
- O canvas força a equipe a definir o problema assistencial com precisão:
1. reduzir atraso de triagem?
2. melhorar priorização de exames?
3. detectar risco de deterioração clínica?
4. aumentar adesão a acompanhamento?
- Isso melhora o desenho do projeto e reduz desperdício.
b) Integração entre áreas
- O canvas cria uma linguagem comum entre:
1. equipe assistencial,
2. gestão,
3. engenharia/dados,
4. jurídico/compliance,
5. qualidade e segurança do paciente.