Título Completo e Autoria
Varredura de Vulnerabilidades em Imagens Médicas e Computacionais - Segurança de Containers,
DICOM, PACS e IA na Medicina Assistida por Algoritmos
Ricardo Costa Val do Rosário, PhD
Médico Angiologista e Cirurgião Cardiovascular
Especialização em Carreira de Inteligência Artificial (IA) – Alura/SP
Cursando Especialização em Carreira de Cloud Security – Alura/SP
Linha de Pesquisa Independente em IA e Medicina, Tecnovigilância, DMIA e Segurança da
Informação em Saúde
Belo Horizonte – 2026
Declaração de Legitimidade de Autoria e Conformidade com a LGPD
Este documento foi redigido pelo autor com apoio instrumental do ChatGPT, da OpenAI,
e do Microsoft Copilot 365 para organização, revisão linguística e refinamento estrutural.
O conteúdo final foi criticamente revisado pelo autor, que assume responsabilidade integral por sua
precisão, originalidade, integridade e por eventuais omissões.
Nenhum dado identificável de paciente foi inserido nas ferramentas utilizadas.
Resumo
A Medicina Assistida por Inteligência Artificial (IA) depende crescentemente de diversificadas
fontes de imagens, tais como:
• radiológicas,
• dermatológicas,
• endoscópicas,
• oftalmológicas,
• ultrassonográficas,
• de tomografia computadorizada,
• de ressonância magnética,
• que estão armazenadas em PACS,
• que trafegam em nuvem,
• que servem para simular cenários em atividades de ensino e treinamento,
• para validação ou inferência algorítmica.
Ao mesmo tempo, a infraestrutura computacional que processa essas imagens também
depende de “imagens”, porém em outro sentido, a saber:
• imagens Docker,
• containers,
• bibliotecas,
• pacotes,
• modelos,
• dependências,
• pipelines de CI/CD,
• registros de imagem,
• Kubernetes,
• ambientes de execução em cloud.
Assim, o termo “imagem” passa a ocupar uma posição dupla na Medicina contemporânea:
é simultaneamente dado clínico sensível e artefato computacional crítico.
Essa duplicidade exige uma nova leitura da segurança em saúde. Não basta proteger o exame
como documento assistencial; é necessário proteger também o pipeline que armazena, transporta,
interpreta e automatiza decisões a partir desse exame.
Este artigo propõe uma transposição entre varredura de vulnerabilidades em imagens computacionais
e proteção de imagens médicas em ambientes de IA. São discutidos os seguintes conceitos:
1. vulnerabilidade,
2. exposição,
3. risco,
4. SBOM,
5. scanner,
6. assinatura de imagem,
7. Shift Left Security,
8. Admission Controller,
9. runtime monitoring,
10. priorização por impacto clínico.
Ao final, são apresentados três casos clínico-computacionais com exemplos de código educacional,
voltados à análise de riscos em compartilhamento de imagens médicas, containers de IA e arquivos
DICOM.
Palavras-chave:
1. Cibersegurança em saúde;
2. Imagens médicas;
3. Imagens Docker;
4. DICOM;
5. PACS;
6. Containers;
7. Kubernetes;
8. SBOM;
9. Trivy;
10. IA médica;
11. DMIA;
12. LGPD;
13. Segurança do paciente.
1. Introdução
Na prática médica tradicional, uma imagem era entendida principalmente como um exame
específico de uma fonte, tais como:
1. radiografia,
2. tomografia, ressonância magnética,
3. fotografia dermatológica,
4. imagem endoscópica,
5. ultrassom.
Com a digitalização da assistência, essa imagem passou a ser:
1. dado sensível;
2. evidência diagnóstica;
3. objeto de laudo;
4. insumo para modelos de IA;
5. elemento de ensino;
6. arquivo compartilhável;
7. ativo armazenado em nuvem;
8. dado trafegado por redes;
9. possível alvo de vazamento;
10. possível vetor de erro assistencial.
Ao mesmo tempo, a computação moderna utiliza a imagem de container.
Essa imagem contém:
1. sistema operacional mínimo,
2. bibliotecas,
3. dependências,
4. pacotes,
5. configurações,
6. aplicações.
Em Medicina Assistida por IA, um modelo que interpreta imagem radiológica pode estar:
1. empacotado em uma imagem Docker,
2. executado em um cluster Kubernetes,
3. armazenado em um registry,
4. publicado por uma pipeline automatizada.
Assim, há duas camadas simultâneas:
|Tipo de imagem|Significado|Risco principal|
|Imagem médica|Exame, dado clínico, evidência assistencial|
|Vazamento, alteração, reidentificação, erro diagnóstico|
|Imagem computacional|Container, pacote, dependência, runtime de IA|
|Vulnerabilidade, supply chain attack, execução insegura|
A tese central deste artigo é simples:
Na Medicina Assistida por IA, a imagem médica e a imagem computacional pertencem
à mesma cadeia de cuidado.
Proteger uma sem proteger a outra produz falsa segurança.