Olá, Fabiano. Como vai?
Excelente implementação do desafio! O seu código demonstra uma evolução muito legal no entendimento do Polimorfismo, utilizando uma Interface (IEmprestimo) em vez de uma classe base com métodos virtuais.
Essa abordagem usando interfaces é uma das melhores práticas no ecossistema C# e no desenvolvimento de software em geral. Enquanto a herança de classe dita o que um objeto é, a interface dita o que um objeto faz (um contrato). Ao criar a lista List<IEmprestimo>, você unificou o comportamento de cálculo de valor final para perfis completamente diferentes (EmprestimoEstudante, EmprestimoEmpresario e EmprestimoAposentado), permitindo que o laço foreach chame a regra correta de cada um de forma dinâmica em tempo de execução.
Para agregar ainda mais valor ao seu projeto e trazer conceitos de Clean Code e arquitetura, separei duas sugestões de melhoria bem interessantes:
1. Simplificando a declaração da Interface
A partir das versões mais recentes do C# (C# 8+), o modificador public passou a ser aceito dentro de interfaces para indicar escopos específicos, mas por padrão, todos os membros de uma interface já são implicitamente públicos.
Uma boa prática de estilo para manter o código enxuto é omitir o modificador public na assinatura do método dentro da interface. Veja a diferença:
namespace Polimorfismo.JurosEmprestimo;
internal interface IEmprestimo
{
// O 'public' pode ser omitido, pois o contrato já é público por natureza
decimal CalcularValorFinal(decimal valorEmprestado, int meses);
}
2. Evitando "Números Mágicos" e usando Inicialização de Expressão
Dentro das suas classes filhas, você criou variáveis locais para definir a taxa (ex: decimal taxa = 0.01m;). Isso é ótimo para evitar números jogados direto no cálculo, mas como essas taxas são fixas e imutáveis por perfil, o ideal é transformá-las em campos de leitura exclusivos (private const ou private readonly).
Além disso, em métodos curtos que possuem apenas uma linha de retorno, podemos utilizar a sintaxe moderna de Expression-bodied members (membros com corpo de expressão =>), deixando o código muito mais limpo e elegante.
Veja como a classe EmprestimoEstudante ficaria aplicando essas práticas:
namespace Polimorfismo.JurosEmprestimo;
internal class EmprestimoEstudante : IEmprestimo
{
// Taxa definida como constante privada da classe
private const decimal TaxaMensal = 0.01m;
// Uso do operador => para retorno direto em uma única linha
public decimal CalcularValorFinal(decimal valorEmprestado, int meses)
=> valorEmprestado + (valorEmprestado * TaxaMensal * meses);
}
Aplicando essa mesma reestruturação nas classes do empresário e do aposentado, o seu projeto ganhará um ganho imenso de legibilidade, aproximando-se do padrão de escrita utilizado em grandes projetos profissionais de C#.
A estrutura lógica do seu simulador de empréstimos está impecável. Continue com esse excelente foco em Orientação a Objetos!
Espero que possa ter lhe ajudado!