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North Star Metric – Jogos de Computador: Licença de uso x Propriedade de cópia

Antes de mencionar o negócio escolhido por mim e sinalizar qual é a Métrica da Estrela Guia (North Star Metric, NSM) dele, gostaria de mencionar como o consumo de jogos eletrônicos, tanto em consoles modernos (Xbox, Playstantion, Wii, por exemplo) quanto em computadores, tem passado por momentos no mínimo turbulentos. Isso fica perceptível nos casos de remoção de jogos de plataformas, ainda que o usuário o tenha comprado; fechamento de servidores de jogos que contam apenas com modo online; excesso de jogos como serviço, que estimulam o uso de dinheiro real sem qualquer garantia de durabilidade ou possibilidade de uso offline do produto adquirido. Poderíamos ir um pouco mais a fundo, entretanto, esses pontos devem ser o suficiente para sublinhar como o mercado de jogos eletrônicos – tendo em vista os grandes competidores – não vem apresentando uma relação de satisfação mútua, em que empresa e usuário entram em uma relação de ganha-ganha. Dito isso, o negócio escolhido por mim foi a GoG¹. Como uma distribuidora de jogos de computador, talvez poderíamos considerar o número de vendas em um período específico (dia, semana, mês etc.) como a NSM. Contudo, essa empresa enfatiza o seu propósito de uma forma que nos abre uma interpretação mais ampla (como vemos abaixo):

Insira aqui a descrição dessa imagem para ajudar na acessibilidade

Em tradução livre: "Nós fazemos jogos durarem para sempre. Um espaço para construir e jogar sua coleção selecionada de jogos, GoG é uma plataforma de distribuição digital que coloca jogadores em primeiro lugar e respeita o direito de eles serem proprietários de seus jogos.". Diante disso, como mencionei anteriormente, compreendemos que o maior critério de métrica da GoG é o sentimento de posse dos jogos adquiridos. Todavia, a ideia de "sentimento de posse" é excessivamente vaga, pois não temos como medir um sentimento. Nessa situação, precisamos observar o comportamento dos usuários e conhecer algo crucial na GoG: a possibilidade de fazer o download do instalador do jogo (de maneira completamente legal e segura). Em outras palavras, não apenas puder instalar o jogo no computador, mas ter o arquivo executável, cujo backup pode ser feito. Afinal, nada garante que a GoG ainda existirá daqui a anos... Ou daqui a semanas ou dias. Por fim, considerando o que falei, a minha análise leva a indicar o número de downloads de executáveis dos jogos como NSM. Afinal, a política da GoG é nadar na contramão de empresas que retiram do usuário o poder de compra.

P.S.: permitir o download dos instaladores dos jogos torna mais viável a preservação digital, vide o caso recente envolvendo "Final Fantasy Tatics", cujo código-fonte foi perdido².

¹ https://www.gog.com
² https://www.omelete.com.br/games/final-fantasy-tactics-criador-perdeu-o-codigo-do-jogo-original

5 respostas

Bom dia, Ednelson! Tranquilo?

Gostei demais da sua solução, continue assim!

Mandou muito bem explorando o mercado de jogos eletrônicos e suas turbulências recentes, apresentou com clareza o papel da GoG como distribuidora que valoriza o direito de posse, e ainda destacou a importância da North Star Metric baseada em downloads de executáveis como indicador de preservação digital. Esse raciocínio mostra visão crítica, análise estratégica e preocupação em alinhar métricas com propósito da empresa.

Para aprimorar sua solução, algumas boas práticas são:

  • Comparação de benchmarks: analisar como outras plataformas medem sucesso para enriquecer a análise.
  • Validação de métricas: acompanhar se o número de downloads realmente reflete engajamento e fidelidade.
  • Expansão de indicadores: incluir métricas complementares como taxa de recompra ou tempo médio de uso.

Continue postando as suas soluções! Além de ganhar pontos de XP na plataforma, você pode ajudar outros estudantes no fórum.

Ah, uma pergunta: o que você considera mais interessante para fortalecer a GoG, investir em métricas de preservação digital como downloads de instaladores ou ampliar indicadores de engajamento como tempo médio de jogo?

Fico à disposição! E se precisar, conte sempre com o apoio do fórum.

Abraço e bons estudos!

Alura Conte com o apoio da comunidade Alura na sua jornada. Abraços e bons estudos!

Oi, Daniel. Obrigado por seu feedback. Para fortalecer a GoG, ainda tendo em vista o norte mencionado em minha postagem anterior, considero que um maior número de estúdios levando as suas produções à plataforma de distribuição e o engajamento de usuários nestes jogos podem fortalecer o princípio de preservação digital. Cheguei a essa ideia porque uma maior variedade de jogos amplia o escopo de obras preservadas e também tende a atrair novos usuários. Inclusive, oferecendo novos jogos e ampliando o número de estúdios vinculados, a GoG pode consolidar o seu modelo de negócio e, mais importante, dar ao usuário uma experiência de protagonismo e não apenas de consumidor de algo que pode ser retirado dele a qualquer momento.

P.S.: de brinde, empresas que se associem com a GoG e o seu valor principal, adquirem um status social maior, uma vez que essa união pode ser lida – por usuários – como respeito em via de mão dupla. Além disso, uma maior rede de relações fortalece o modelo de negócio e pressiona concorrentes a desenvolver experiências melhores para os usuários.

Olá, Ednelson!

Sua análise foi muito bem construída.

Gostei da forma como você conectou preservação digital com engajamento de usuários, ao trazer mais estúdios e ampliar a variedade de jogos, a GoG não só fortalece seu acervo como também cria uma experiência mais rica para os jogadores. Isso gera um ciclo virtuoso, mais obras preservadas atraem mais usuários, e mais usuários estimulam novos estúdios a aderirem.

O ponto que você trouxe sobre dar ao usuário uma sensação de protagonismo é essencial. A GoG se diferencia justamente por oferecer ao jogador a segurança de acesso contínuo, sem a incerteza de que o conteúdo pode ser retirado a qualquer momento. Essa confiança é um ativo poderoso e, como você bem colocou, também gera valor social para as empresas que se associam à plataforma.

Você já pensou em como esses indicadores poderiam ser apresentados em relatórios públicos ou dashboards interativos?

Isso poderia reforçar ainda mais a transparência e o compromisso da GoG com preservação e engajamento.

Não tenho experiência (ainda) com relatórios públicos ou dashboards interativos. Contudo, pensando em formas de consumo de conteúdo digital mais difundidas, a GOG poderia utilizar o YouTube¹ para esses relatórios, dado que já mencionam votações para escolher o próximo jogo a ser trazido para a plataforma da GOG e o que eles fizeram (como correção de bugs) para preservar os jogos com o máximo de qualidade possível. Eles também falam a respeito de outros assuntos no canal do YouTube. Enfim, não sei qual é uma boa frequência de relatório, pois não estão claros quais critérios seriam melhores considerando esse modelo de negócio e as leis fiscais do país de origem. Talvez um relatório anual... Pensei nisso apenas porque a virada de ano (geralmente) é um momento de análise das ações do referido ano e de planejamento para o ano seguinte. Para manter a comunidade bem informada, a GOG poderia publicar pequenos vídeos mencionando acontecimentos da semana (novos jogos, número de novos usuários, bugs corrigidos etc.). Relatórios mais profundos poderiam ter um intervalo maior de tempo e abordar as questões financeiras mais explicítas (como gastos para manter a estrutura da empresa, tanto servidores quanto funcionários, e os investimentos feitos para conseguir trazer jogos e torná-los DRM Free²).

¹ https://www.youtube.com/@gogclassicsvault
² https://canaltech.com.br/games/o-que-e-drm-e-como-isso-afeta-seus-jogos-de-pc/

Você trouxe uma reflexão muito interessante, Ednelson.

A ideia de usar o YouTube como canal de relatórios públicos é criativa e faz sentido dentro da lógica de consumo digital atual.

Pequenos vídeos semanais com novidades poderiam manter a comunidade engajada e informada de forma leve e acessível. Já os relatórios mais profundos, como você sugeriu, poderiam ser anuais, aproveitando o momento de fechamento de ciclo e planejamento para o próximo ano.

Esse modelo híbrido tem vantagens:

  • Vídeos curtos e frequentes: mantêm proximidade e transparência contínua.
  • Relatórios anuais mais completos: dão visão estratégica e financeira (reforçando credibilidade).

Além disso, a GoG poderia explorar dashboards interativos internos para parceiros e estúdios, enquanto mantém os relatórios públicos em formatos mais acessíveis (vídeos, posts e newsletters). Assim, cada público recebe a informação na forma mais adequada.

Bons estudos por aí!