Olha, honestamente, até me interessar pela área de TI, nunca havia parado para pensar se o mercado absorve o público feminino bem ou não.
Eu acho que nunca pensei nisso, porque, na verdade, vim de uma família onde todas as mulheres fizeram o que queriam.
Minha bisavó aprendeu a ler sozinha em uma época que ninguém deixaria ela ir para o colégio. Mas ela era uma mulher inteligente e "teimosa" no bom sentido e conseguiu aprender a ler e escrever sozinha, sem nunca pisar em uma escola.
Minha avó começou a trabalhar com 14 anos na época da 2a Guerra Mundial. O pai dela a levou para o processo seletivo. Ela me contava que ele dizia pra ela que ela precisa ter uma carreira e "nunca depender de ninguém". Imagina isso em 1900 e poquinhos? Ele era um homem visionário e cuidou para que a filha seguisse seu próprio rumo ao invés de se prender em casamento. Como era em plena guerra, minha avó subiu rápido na empresa no cargo de secretária. Ficou na mesma empresa por uma vida, onde se aposentou e depois foi convidada para trabalhar, por mais anos ainda, gerenciando um setor de apoio para funcionários.
Minha mãe fez fisioterapia, normal superior (hoje em dia é Pedagogia esse curso), escola técnica e biologia, tendo se especializado em botânica e um mestrado. Ela foi presidente da Sociedade Botânica do Brasil.
Eu acredito que exista preconceito sim e dificuldades sim. Não duvido. É um mundo louco, mesmo passados um quarto já desde que o século 21 começou.
Mas, em casa, eu sempre vi mulheres que fizeram o que queriam e que não perguntaram nada pra mim. Nem para pais e muito menos para maridos kkkk.
Então, eu acho que você pode ser quem você quiser, fazer o que quiser, estudar o que quiser. Escritora, astronauta, astrônoma, física nuclear, TI, atriz, cantora, mecânica, piloto, militar ... o limite não existe a não ser na sua cabeça.