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Mão na Massa: Construindo um Classificador com Base em Flores Ornamentais

Mão na Massa: Construindo um Classificador com Base em Flores Ornamentais

Objetivo

Compreender o funcionamento do aprendizado supervisionado por meio da construção de um modelo capaz de classificar diferentes variedades de flores com base em características observáveis.

Além do tradicional Dataset Iris, foi proposta uma adaptação utilizando variedades da planta Clitoria ternatea (Clitória), demonstrando que os mesmos princípios do Machine Learning podem ser aplicados a diferentes conjuntos de dados.
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Contextualização

O aprendizado supervisionado é uma abordagem de Machine Learning em que um modelo aprende a partir de exemplos previamente rotulados.

Assim como o Dataset Iris utiliza características físicas das flores para identificar suas espécies, podemos utilizar características observáveis das flores da Clitória para construir um sistema de classificação.


Etapa 1 – Definição do Problema

A planta Clitoria ternatea apresenta diferentes variedades visuais, entre elas:

  • Azul Simples
  • Azul Dobrada
  • Lilás Simples
  • Branca Simples

O objetivo é desenvolver um sistema capaz de identificar automaticamente a variedade da flor a partir de características previamente observadas.


Etapa 2 – Definição das Classes (Rótulos)

Cada flor precisa possuir uma categoria conhecida para que o algoritmo possa aprender.

Definimos os seguintes rótulos:

CódigoClasse
0Azul Simples
1Azul Dobrada
2Lilás Simples
3Branca Simples

Etapa 3 – Definição das Características (Features)

Assim como o Dataset Iris utiliza medidas das pétalas e sépalas, podemos utilizar características observáveis da Clitória.

CaracterísticaExemplo
Altura da flor (cm)4,5
Largura da flor (cm)3,8
Quantidade de pétalas aparentes1 ou 2
Intensidade da cor azul0 a 10
Intensidade da cor lilás0 a 10
Intensidade da cor branca0 a 10

Essas características serão utilizadas pelo modelo para identificar padrões.


Etapa 4 – Construção do Dataset

Exemplo simplificado de base de treinamento:

AlturaLarguraPétalasClasse
4.53.81Azul Simples
4.74.22Azul Dobrada
4.23.51Lilás Simples
4.84.01Branca Simples
4.63.91Azul Simples
4.94.32Azul Dobrada

Esses exemplos representam os dados utilizados para ensinar o algoritmo.


Etapa 5 – Aprendizado Supervisionado

O modelo recebe:

  • características das flores;
  • rótulos correspondentes.

Durante o treinamento, ele aprende a relação entre as características observadas e a classe correta.

Fluxo do processo:

Flores rotuladas

Treinamento

Aprendizado dos padrões

Modelo treinado

Nova flor

Classificação automática


Etapa 6 – Teste Inicial do Modelo

Após o treinamento, podemos apresentar uma nova amostra.

Exemplo:

AlturaLarguraPétalas
4.84.12

Resultado previsto:

Azul Dobrada

O modelo compara as características da nova flor com os padrões aprendidos durante o treinamento.


Etapa 7 – Teste de Classificação com Novas Imagens

Para simular o funcionamento do classificador, foram analisadas duas imagens reais de flores da espécie Clitoria ternatea.

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Etapa 7 – Teste de Classificação com Novas Imagens
Para simular o funcionamento do classificador, foram analisadas duas imagens reais de flores da espécie Clitoria ternatea.!
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Teste 1

Características observadas

  • Cor predominante lilás;
  • Flor simples;
  • Centro branco;
  • Ausência de pétalas dobradas.

Classificação prevista

Lilás Simples

Classe:

2 = Lilás Simples

Justificativa

As características visuais observadas coincidem com os exemplos previamente classificados como Lilás Simples.


Teste 2

Características observadas

  • Cor predominante azul intensa;
  • Flor simples;
  • Centro branco-amarelado;
  • Ausência de pétalas dobradas.

Classificação prevista

Azul Simples

Classe:

0 = Azul Simples

Justificativa

As características observadas correspondem ao padrão previamente definido para flores Azul Simples.


Reflexão Sobre o Processo

Ao analisar as imagens, foi possível reproduzir a lógica do aprendizado supervisionado.

O processo consistiu em:

  1. Observar características da flor;
  2. Comparar essas características com exemplos conhecidos;
  3. Identificar padrões;
  4. Atribuir uma classe.

Esse é exatamente o princípio utilizado pelos algoritmos de classificação em Machine Learning.


Análise dos Resultados

A atividade demonstrou que o aprendizado supervisionado não depende especificamente do Dataset Iris.

O mesmo processo pode ser utilizado para classificar:

  • flores;
  • plantas ornamentais;
  • animais;
  • documentos;
  • imagens;
  • estudantes;
  • comportamentos;
  • indicadores educacionais.

O elemento fundamental é a existência de:

  • características observáveis (features);
  • categorias conhecidas (labels).

A partir desses dados, o algoritmo aprende padrões e passa a realizar previsões para novos exemplos.


Conclusão

Esta atividade permitiu compreender o funcionamento do aprendizado supervisionado de forma prática e contextualizada.

Ao adaptar o exemplo do Dataset Iris para as variedades da planta Clitoria ternatea, foi possível perceber que os modelos de Machine Learning podem ser aplicados a diferentes contextos, desde a classificação de flores até problemas mais complexos relacionados à educação.

A principal aprendizagem foi entender que a Inteligência Artificial não aprende sozinha. Ela aprende a partir dos dados que fornecemos. Quanto melhor for a qualidade dos dados e dos rótulos utilizados no treinamento, maior será a capacidade do modelo de identificar padrões e realizar classificações precisas.

Além disso, a atividade evidenciou que os mesmos princípios utilizados para classificar flores podem ser aplicados futuramente a contextos educacionais, permitindo identificar perfis de estudantes, padrões de aprendizagem, riscos pedagógicos e necessidades de acompanhamento formativo.

Oii Patricia, tudo bem?

Obrigada por compartilhar esse trabalho tão detalhado no fórum! A escolha da Clitoria ternatea foi muito criativa, e as imagens que você trouxe deixam o projeto ainda mais rico: dá para ver claramente as diferenças entre as quatro variedades, especialmente o contraste entre a Azul Dobrada (com estrutura mais densa) e a Azul Simples (pétalas mais abertas e tom levemente mais suave).

A forma como você organizou o raciocínio, desde a definição das classes até os testes com imagens reais, reflete bem a lógica do aprendizado supervisionado. E a conclusão sobre qualidade dos dados é um ponto muito importante: modelos aprendem aquilo que recebem, então um dataset bem rotulado faz toda a diferença.

Um ponto que vale destacar na sua reflexão: as features que você escolheu (intensidade das cores, quantidade de pétalas aparentes) são exatamente o tipo de característica que um modelo real precisaria receber de forma numérica e padronizada. Isso abre um caminho interessante para pensar em como essas medições seriam feitas em escala, seja manualmente ou com técnicas de visão computacional.

Ficou um trabalho muito bem construído!

Conte com a Alura para evoluir seus estudos. Em caso de dúvidas, fico à disposição.

Bons estudos!

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