Solucionado (ver solução)

Importante

Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!

Solucionado
(ver solução)
1
resposta

[Dúvida] Storytelling em portfólio de serviços técnicos (ex: licitação) — como aplicar quando o "produto" não é visual??

Fiz o curso de Storytelling da Alura e fiquei com uma dúvida prática que queria saber a visão de vocês sobre isso.

Entendo que, pra quem trabalha com design, por exemplo, é relativamente fácil montar um portfólio em vídeo e contar uma história — o processo criativo, o antes/depois, a experiência do cliente, tudo isso é visual e se presta naturalmente a uma narrativa.

Só que eu atuo em múltiplas áreas — incluindo design, mas também áreas mais técnicas, como assessoria em licitações públicas nesse caso o trabalho é baseado em prazos, editais, exigências legais, números, conformidade. E não tem algo "visual" óbvio pra ancorar uma história.

Minha dúvida é: como aplicar as técnicas de storytelling (jornada do herói, conflito-solução, arco narrativo etc.) num vídeo de portfólio para um serviço desse tipo?? Vocês têm alguma dica de como transformar um processo essencialmente processual/burocrático em uma narrativa que engaje, sem cair em genérico ("eu ajudo empresas a vencerem licitações") nem em conteúdo seco demais (só listar etapas do processo)??

Já pensei em focar na dor do cliente antes de me contratar (medo de desclassificação, perda de prazo, insegurança jurídica) como o "conflito" da história, mas queria saber o que vocês indicam nesse tipo de caso, se existe por exemplo algum framework mais específico pra serviços técnicos/processuais.

1 resposta
solução!

Eu também fiz esse curso e, pensando no seu exemplo de licitações, acredito que o mais importante é lembrar que o storytelling não depende de o serviço ser visual. A história pode estar na situação que o cliente vivia antes, no problema enfrentado e na transformação depois da sua atuação.

Uma forma bem didática de organizar seria assim:
Contexto: a empresa encontra uma licitação interessante.
Problema: surgem dúvidas sobre edital, documentação, prazo ou risco de desclassificação.
Tensão: um erro pode significar perder a oportunidade.
Sua atuação: você analisa o edital, organiza os documentos, orienta os responsáveis e acompanha os prazos.
Resultado: o cliente consegue participar do processo com mais segurança, organização e previsibilidade.

Nesse formato, você evita tanto uma apresentação genérica quanto uma simples lista de tarefas, o cliente continua sendo o protagonista da história, enquanto você aparece como quem ajuda a conduzir o processo.
Te indico o livro “Building a StoryBrand”, de Donald Miller, que trabalha bastante essa ideia de colocar o cliente como protagonista e o profissional como guia.

Se essa resposta te ajudou, marque como resolvido.