Título Completo
Do Risco Tecnológico ao Dano Clínico:
Gestão Quantitativa, Governança e Resiliência na Medicina Assistida por Inteligência Artificial
Autoria
Ricardo Costa Val do Rosário, MD, PhD
Médico Angiologista e Cirurgião Cardiovascular
Carreira Especialista em Inteligência Artificial – Alura/SP
Cursando Carreira de Cloud Security – Alura/SP
Linha de pesquisa independente em IA e Medicina, DMIA, Tecnovigilância e Cibersegurança
em Saúde
Belo Horizonte – 2026
Declaração de Legitimidade de Autoria e Conformidade com a LGPD
Este artigo foi concebido e criticamente desenvolvido pelo autor, com apoio instrumental
de IA generativa na organização, revisão linguística, refinamento estrutural, criação de
exemplos educacionais e apoio à representação computacional.
O autor assume integral responsabilidade pela seleção das ideias,
interpretação, precisão técnica, originalidade, integridade científica e eventuais omissões.
Nenhum dado identificável de paciente foi utilizado.
Os cenários, códigos e estimativas são fictícios e exclusivamente educacionais;
não substituem julgamento clínico, protocolos institucionais, validação regulatória, análise
de engenharia clínica, avaliação de segurança da informação ou atuação multiprofissional
especializada.
Resumo
A incorporação de inteligência artificial (IA), automação, Software as a Medical Device
(SaMD), dispositivos médicos inteligentes (DMIA), prontuários eletrônicos e infraestrutura
conectada transformou o riscotecnológico em variável diretamente assistencial.
Uma falha de dados, software, rede, modelo, integração, fornecedor ou cibersegurança
pode ultrapassar as fronteiras da tecnologia da informação, interromper processos clínicos,
degradar decisões, produzir lacunas documentais e alcançar o paciente.
Este artigo propõe uma arquitetura integrada para distinguir e relacionar risco operacional,
tecnológico, de
TI, cibernético, algorítmico e clínico. Discute-se a complementaridade entre ISO 31000, ISO
14971, NIST Cybersecurity Framework 2.0, NIST AI Risk Management Framework, FAIR,
orientações da Organização Mundial da Saúde, regulação sanitária brasileira e tecnovigilância.
Defende-se uma adaptação do FAIR à saúde baseada não apenas em perda financeira, mas em
um vetor multidimensional de consequências: dano clínico, interrupção
assistencial, comprometimento de dados, impacto regulatório, reputacional e econômico.
Três cenários clínico-computacionais demonstram a abordagem: derivação de desempenho
após alteração no prontuário eletrônico; adulteração ou indisponibilidade de bomba de infusão
inteligente; e injeção de prompt em agente clínico com RAG. Para cada cenário são apresentados
contenção, mitigação, indicadores, governança e código educacional.
Conclui-se que gerir risco tecnológico na Medicina Inteligente exige monitoramento ao longo do
ciclo de vida, validação clínica independente, participação médica, supervisão humana efetiva,
preservação de evidências e integração entre segurança do paciente, tecnovigilância, engenharia clínica,
TI, cibersegurança e alta governança.
Palavras-chave:
Inteligência Artificial em Saúde; Risco Tecnológico; DMIA; SaMD; FAIR; NIST AI RMF; NIST CSF 2.0;
Tecnovigilância; Cibersegurança em Saúde; Segurança do Paciente; Governança Clínica; Resiliência
Digital.