Ao realizar esta atividade, percebi que não consigo identificar muitos sonhos que deixei de realizar por medo. Tenho 21 anos e, apesar de frequentemente sentir insegurança, isso raramente me impede de agir. Normalmente, mesmo com receio, eu tento.
Algumas limitações que percebo estão relacionadas ao julgamento das pessoas. Por exemplo, por muito tempo evitei usar certos tipos de roupa por ser gorda e ouvir que determinadas peças "não combinavam" com meu corpo. Isso acabou influenciando a forma como eu me enxergava.
Minha principal crença limitante é a insegurança. Muitas vezes penso que algo pode dar errado ou que eu talvez não seja capaz de realizar determinada tarefa. Porém, ao analisar minhas experiências recentes, percebo que esses pensamentos não refletem necessariamente a realidade.
Um exemplo aconteceu no trabalho. Meu gerente me perguntou se eu sabia marcar uma reunião no Teams e eu respondi que nunca tinha feito isso. Na hora fiquei nervosa, não porque acreditasse que não conseguiria aprender, mas porque tinha medo de fazer algo errado. Mesmo assim, fui sincera e admiti que não sabia. Depois percebi que não saber fazer algo não significa que eu não seja capaz, apenas que ainda não tive a oportunidade de aprender.
Além disso, nos últimos meses tenho conquistado mais autonomia profissional. Passei a participar mais ativamente das reuniões, conversar com diferentes pessoas e contribuir em iniciativas importantes da equipe. Situações que antes me deixavam muito insegura hoje já são mais naturais para mim.
Com essa reflexão, percebi que a insegurança muitas vezes é apenas uma forma de pensar e não uma representação da minha capacidade. Estou aprendendo a substituir pensamentos como "não vou conseguir" por "posso aprender e me desenvolver". Aos poucos, isso tem fortalecido minha confiança e me mostrado que sou mais capaz do que imagino.