Alguém sabe me explicar, tecnicamente, oque seria agregar valor ao cliente?
Você está vendo a versão anterior da nova experiência da Alura que estamos preparando para você. Em breve, ela ganha uma identidade visual novinha totalmente pensada em potencializar seus estudos!
Alguém sabe me explicar, tecnicamente, oque seria agregar valor ao cliente?
Olá, Wagner
O scrum possui pequenas entregas de valores individuais que vão se integrando a cada sprint para atingir o objetivo final. Agregar valor é continuamente entregar novas funcionalidades de acordo com o que foi solicitado.
Agregar valor é um dos 12 princípios do Manifesto Ágil. Para realizar esse principio é produzindo o software o mais breve possível e de forma continua. Quanto mais cedo o cliente receber software, mais cedo ele pode testá-lo, usá-lo e melhorá-lo. Receber software de forma contínua significa que o cliente terá periodicamente novas funcionalidades em suas mãos. Receber o software mais rapidamente e constantemente pode significar vantagens competitivas para o cliente na área em que atua. Isso é agregar valor para o cliente.
Wagner, se posso contribuir ao seu entendimento, pense no cliente como uma torcida de futebol. Agregar valor ao cliente seria, na mesma proporção, fazer gols para a torcida.
O valor agregado satisfaz o cliente através das entregas de requisitos funcionais, como um relatório de clientes inadimplentes, e não funcionais, como o aumento na velocidade do fechamento de pedidos.
Gostei da comparação Marcelo! É desse jeito!
Entregar valor é entregar algo que realmente faça a diferença para os clientes/usuários e principalmente entregar o produto que satisfaça suas necessidades. É, por exemplo, entregar funcionalidades que efetivamente serão utilizadas pelo cliente/usuário. Por exemplo, digamos que eu estou fabricando um carro e uma das características que eu entrego é a possibilidade de ele andar na areia em um país que não existem praias ou terrenos semelhantes. Perceba que as pessoas não irão utilizar e nem enxergam sentido nisso pois não possuem essa necessidade. Em startups é muito comum utilizarmos um MVP (Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Viável) para testar junto aos clientes se o produto realmente tem sentido (ou valor) para o cliente, isto é, se realmente ele está utilizando e seu problema está sendo atendido ou resolvido. Se não faz sentido, nem deveria ser desenvolvido/construído.
Complementando, existe uma técnica que é utilizada para atribuirmos valor para cada item de backlog do produto (requisitos do usuário): MoSCoW. O M do MoSCoW quer dizer Must Have (Deve Ter) – Tudo o que é imprescindível para o escopo do projeto. Aquelas funcionalidades CORE da sua aplicação, que sem elas a aplicação perderia totalmente o sentido. O S quer dizer Should Have (Deveria Ter) – Tudo o que é importante ter no escopo do projeto, mas que não são imprescindíveis. Funcionalidades que se por ventura não forem desenvolvidas, não farão com que o produto perca o seu valor de negócio. O C quer dizer Could Have (Poderia Ter) – Tudo o que seria bom ter, mas não são importantes. É mais ou menos como a cerejinha do bolo. Na maioria das vezes, clientes aceitam comer bolo sem cereja, até porque, bolos sem cerejas são mais baratos. O W quer dizer Won’t Have for Now (Não Terá por Enquanto) – Tudo o que não será desenvolvido por enquanto, pois as features classificadas com won’t have for now, não geram valor de negócio no momento. Maiores detalhes podem ser consultados nesse link: (https://cafecomscrum.com/2015/11/07/priorizando-backlog-com-a-tecnica-moscow/)
Essa classificação é de responsabilidade do PO - Product Owner que também define a prioridade de cada item, ou seja, o que deve ser entregue primeiro.
Tem uma coisa que começamos a fazer quando o cliente diz que tudo é prioridade. Simplesmente perguntamos, quando você pensa neste projeto, qual seria a primeira necessidade que vem na sua cabeça. Pronto. Aquilo teoricamente agrega mais valor porque é o que ele está precisando no momento.
Tem funcionado até agora. ;)